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Com apoio de Porchat, gibiteca completa 17 anos.


15/05/2015 22:14

 

A Gibiteca, localizada na região do bairro São Francisco, nasceu há 17 anos com a apoio das Embaixadas da França e Austrália. Entretanto, foram as parcerias com Turma da Mônica e com o ator e humorista Fábio Porchat as responsáveis por levar a ideia para além dos muros e consolidar o maior projeto de incentivo à leitura de Campo Grande.

 

Idealizado pelo psicólogo Ronilço Guerreiro,   o projeto iniciou com apenas 150 gibis e atualmente reúne mais de 25 mil exemplares. As histórias em quadrinhos do Chico Bento foram a inspiração para a casa vermelha e amarela, que abriga a sede da gibiteca e vive lotada de crianças.

 

Indiretamente, a Turma da Mônica e os inúmeros personagens de Maurício de Souza foram os parceiros inseparáveis desde que o psicólogo resolveu colocar o projeto em prática. "Foi um desafio, porque o pessoal falava que era uma leitura de baixa qualidade e tive que provar o contrário. Eu mesmo não saí do gibi até hoje", explica.

 

O projeto ganhou ainda mais visibilidade em 2011, quando Ronilço foi convidado a participar do  programa 'Esquenta', apresentando por Regina Casé, na Rede Globo. Na ocasião, o humorista Fábio Porchat era um dos convidados e se encantoou com a ideia. "No final do programa ele me chamou e falou que queria ajudar", relembra.

 

A conversa foi oportunidade para ampliar o projeto e conquistar a maior parte da periferia da Capital. No dia 1º de julho,  apesar de ser aniversário de Porchat,  foram as crianças de Campo Grande que ganharam o presente.

 

Ronilço pediu uma gibicicleta para levar diretamente às crianças o prazer da leitura.  A retribuição venho em forma de homenagem. Uma sala da gibiteca foi batizada com o nome do ator. O espaço foi a oportunidade para agregar também o público adulto ao projeto.

 

A emoção de retribuição tão simbólica tocou o coração do ator. Depois de visitar o espaço e checar de perto a seriedade do projeto, a parceria virou regra e inovou. Inspirados em uma ideia vista em Florianópolis, Ronilço ganhou o apoio de Porchat para implantar bibliotecas nos terminais de ônibus da Capital.

 

A iniciativa surpreendeu os céticos que pensavam que a literatura não superaria a depredação. "Dos cinco terminais que ganharam bibliotecas, apenas a do terminar Guaicurus foi depredada", relembra Ronilço.

 

Além da reposição de livros feita pelo projeto, os próprios usuários do transporte coletivo passaram a contribuir com o acervo destas bibliotecas. O local improvável rende ótimas histórias. "Uma menina me contou que estava a caminho de um concurso público e pegou um livro para ler biblioteca, enquanto não chegava. Acabou que caiu duas questões que ela tinha acabado de verificar naquela leitura", relembra.

 

Do ambulante ao museu

Para ampliar ainda mais o itinerário literário, o projeto ganhou motor a bordo de uma moteca, adquirida recentemente. Com mais recursos para tornar a livro ambulante, a sede fixa acabou se tornando, além de um espaço de convivência, um verdadeiro museu do gibi.

 

Reúne desenhos feitos a mão pelo próprio Maurício de Sousa e as primeiras edições dos gibis da Turma da Mônica. Raridades internacionais, como edições da década de 20 de Tex e de 145 de Flash Gordon, também são disponibilizadas no local, que possui cerca de 248 crianças cadastradas.

 

 

Fonte: www.topmidianews.com.br

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